De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 82% das pessoas com deficiência vivem abaixo da linha da pobreza nos países em desenvolvimento e, na maioria dos casos, tem um histórico de carências e limitações causadas por barreiras econômicas e sociais que as empurram para uma situação na qual nem seus direitos mais básicos são exercidos, como por exemplo, a freqüência em escolas comuns regulares, o porte de documentos, o recebimento de benefícios garantidos por lei, entre outros.
Este quadro reflete-se no dia a dia da APAE DE SÃO PAULO. As famílias com crianças e adolescentes atendidos são principalmente oriundas das periferias de São Paulo.
Diante deste cenário surgiu a necessidade de um serviço cujo foco de atuação esteja na defesa e garantia de direitos da criança e adolescente com deficiência intelectual. Através de aconselhamentos e consultorias jurídicas a APAE DE SÃO PAULO promove ações junto às famílias, rede de apoio e poder público, de tal modo que crianças e adolescentes com deficiência e suas respectivas famílias possam tomar para si a dignidade social que o pleno exercício da cidadania é capaz de proporcionar.
O novo projeto da APAE DE SÃO PAULO, o Espaço Conviver, promove a inclusão social de crianças e adolescentes com deficiência intelectual e em situação de vulnerabilidade por meio da prática de diferentes atividades esportivas, culturais e de lazer.
Visa ainda, ampliar a capacidade de atendimento da sua unidade central e alcançar localidades pouco assistidas.
Para isso utiliza uma metodologia que contempla conteúdos e técnicas educacionais permanentes, muitas vezes além das práticas esportivas e sociorecreativas.
Um dos principais problemas da saúde no Brasil é o tempo de espera na fila para tratamento de doenças. O número restrito de equipamentos, as dificuldades de acesso e a indisponibilidade de vagas para atendimento na rede pública, aumentam a cada dia a procura por assistência especializada em locais de referência como o Serviço Ambulatorial da APAE DE SÃO PAULO.
O local opera hoje no limite de sua capacidade e registra fila de espera de até seis meses para início do tratamento em algumas especialidades. Sabendo dos riscos latentes que uma espera pode acarretar principalmente a crianças e adolescentes, a APAE DE SÃO PAULO criou este projeto com o objetivo de garantir investimentos à ampliação da equipe de seu Serviço Ambulatorial e assim reduzir o tempo de espera para o atendimento.
Por meio do projeto Serviço de Atendimento Educacional Especializado a APAE DE SÃO PAULO visa criar condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos com deficiência intelectual de modo a garantir seu processo de inclusão escolar.
Para isso conta com uma equipe interdisciplinar formada por fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psicóloga e assistente social, co-responsáveis pelo levantamento das necessidades específicas relacionadas às atividades do cotidiano do aluno e pela elaboração conjunta do Plano de Atendimento Educacional Especializado.
O projeto pretende beneficiar 450 alunos com deficiência intelectual matriculados e freqüentando classes comuns do ensino regular, por meio da oferta de um atendimento educacional especializado no contra-turno. Dentro do escopo deste projeto ainda encontram-se ações de assessoria às escolas destes alunos e de fortalecimento das respectivas famílias.
O objetivo geral do projeto é promover a inclusão social da pessoa com deficiência intelectual no mundo do trabalho. A APAE DE SÃO PAULO, ciente de que o mercado de trabalho exige cada vez mais do trabalhador, procura por meio do projeto Caminhos para o Trabalho: Capacitação e Inclusão Profissional utilizar a experiência de sua equipe interdisciplinar para capacitar adolescentes e jovens com deficiência intelectual agindo como facilitadora da inclusão profissional na cidade de São Paulo e região Metropolitana
O projeto tem duração prevista de 12 meses e propõe o atendimento a 150 beneficiários por meio de capacitação teórica e prática, e prevê ainda o envolvimento das famílias ou responsáveis pelos candidatos, visando favorecer sua compreensão da capacidade, potencial e habilidades da pessoa com deficiência intelectual, bem como a sensibilização de profissionais de Recursos Humanos, Colaboradores e Empresários sobre o potencial da pessoa com deficiência intelectual e a aplicação da “Lei de Cotas”.
A APAE DE SÃO PAULO visa, por meio do projeto Núcleo Especializado de Diagnóstico, minimizar os prejuízos causados a crianças e adolescentes com deficiência intelectual ou quadros relacionados, decorrentes da falta ou espera prolongada por um diagnóstico especializado.
A partir de um diagnóstico de qualidade é possível identificar se há um quadro de deficiência intelectual instalado, outras condições importantes da saúde do paciente ou mesmo se há predisposição genética para que o próprio sujeito ou seus descendentes venham a desenvolver algum problema. A partir daí pode-se dar início a ações mais assertivas, sejam elas de atendimento clínico, aconselhamento genético, encaminhamento a outros serviços ou mesmo no campo do acesso a direitos.