Arquivo da Categoria ‘Inclusão’

Programa Censo-Inclusão: Por aqui, festejamos a novidade.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

 

 

Em São Paulo, são estimadas 1,5 milhão de pessoas que possuem algum tipo de deficiência.

 

Foi sancionada no dia 06 de Janeiro, pelo Prefeito Gilberto Kassab, a lei da vereadora Mara Gabrilli, que cria o Programa Censo-Inclusão. O texto  publicado no Diário Oficial prevê que a Prefeitura faça periodicamente um levantamento sócio-econômico da população com deficiência na cidade de São Paulo - hoje estimada em 1,5 milhão de pessoas

O objetivo é levantar informações detalhadas do segmento para que possam ser elaboradas políticas públicas específicas voltadas à inclusão destas pessoas.

 “Quem é a pessoa com deficiência em São Paulo hoje? O dado estatístico ao qual temos acesso é o Censo IBGE, realizado por amostragem de dez em dez anos, de modo que não há um número confiável e atualizado sobre o qual trabalhar possamos com eficiência“, diz a autora do texto Mara Gabrilli.

 

 

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 Fonte: Texto retirado do site: http://www.onne.com.br/cesargiobbi/notas/arquivo/

APAE DE SÃO PAULO entrevista vice-presidente da empresa Alcan Mauá

segunda-feira, 3 de agosto de 2009
1. Da esquerda para direita: Joaquim Ribeiro e Jonatas Alves do Nascimento Jr. 2. Da esquerda para direita: Evelin da Silva Cruz, Joaquim Ribeiro, Ronie V. Pires de Novais, Rafael Lucas, Alexandre da

1. Da esquerda para direita: Joaquim Ribeiro e Jonatas Alves do Nascimento Jr. 2. Da esquerda para direita: Evelin da Silva Cruz, Joaquim Ribeiro, Ronie V. Pires de Novais, Rafael Lucas, Alexandre da

A APAE DE SÃO PAULO, ciente que o mercado de trabalho exige cada vez mais do profissional, procura, através do Projeto Parceiros pela Capacitação, promover o  treinamento e viabilizar o processo de inclusão profissional de pessoas com deficiência intelectual. O Serviço de Capacitação e Orientação para o Trabalho tem capacidade para atender 230 jovens e adultos com deficiência intelectual, a partir dos 16 anos. No ano de 2008, a taxa de adaptação das pessoas com deficiência intelectual encaminhadas ao mercado de trabalho foi de 96%.

Richard Company – Vice-Presidente e Gerente Geral da Alcan divisão Food Packaging South América falou sobre a parceria com APAE DE SÃO PAULO.

APAE DE SÃO PAULO – Como surgiu a iniciativa de contratar pessoas com deficiência intelectual?

Richard – Optamos por contratar pessoas com deficiência intelectual pois a empresa precisa cumprir a lei de cotas e a APAE DE SÃO PAULO oferece um serviço de capacitação e acompanhamento. Nós não somos especialistas neste tema. Criamos a condições mas precisamos de alguém que possua “know how”. Antes da parceria com a APAE DE SÃO PAULO a rotatividade de pessoas com deficiência era grande e isso era muito ruim para a empresa. Queremos cumprir a lei, mas também queremos pessoas para trabalhar, produzir com qualidade.

APAE DE SÃO PAULO – Como ficou sabendo do trabalho da APAE DE SÃO PAULO?

Richard –  A área de Recursos Humanos participou de uma palestra oferecida pela APAE DE SÃO PAULO para uma empresa fornecedora da Alcan–Mauá.

APAE DE SÃO PAULO – Os colaboradores da Alcan-Mauá se adaptaram com a nova realidade?

Richard –  Sim. Antes da parceria com a APAE DE SÃO PAULO, a empresa empregava pessoas com deficiência auditiva, mas a comunicação era bem difícil. Com o deficiente intelectual não existe este problema. A integração foi muito rápida. Não tivemos queixa.

APAE DE SÃO PAULO – Quais os benefícios de se contratar pessoas com deficiência intelectual?

Richard –  Os colaboradores gostam de saber que a empresa em que trabalham tem um compromisso com a sociedade em geral. A Alcan-Mauá possui várias iniciativas de responsabilidade social e a integração e inclusão de pessoas com deficiência é uma delas. Isso faz com que eles se sintam orgulhosos de trabalhar na Alcan-Mauá.

APAE DE SÃO PAULO – E quais são os pontos negativos?

Richard –  Depois da parceria com a APAE DE SÃO PAULO tudo funciona bem. As pessoas com deficiência intelectual já ingressam na empresa preparadas para contribuir com ela. Não há pontos negativos.

APAE DE SÃO PAULO – Há quanto tempo existe a parceria entre Alcan-Mauá e APAE DE SÃO PAULO?

Richard –  Começamos a parceria em junho de 2008, com a contratação de três colaboradores como Auxiliar de Jardinagem e cinco como Auxiliar Administrativo nas áreas Financeira, Artes, Enfermaria , RH e Almoxarifado.

* Matéria publicada no Boletim APAE de São Paulo nº 14

Um Homem Chamado Joãozinho

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Festa de Despedida organizada pela Procuradoria Regional do Trabalho para comemorar o progresso de Joãozinho

Festa de Despedida organizada pela Procuradoria Regional do Trabalho para comemorar o progresso de Joãozinho

Foram dois anos de contato diário na Procuradoria Regional de Trabalho 2 – PRT2. João Luis Leite Júnior, de 38 anos, o querido estagiário Joãozinho, vence mais uma batalha de vida e parte para uma nova ocupação.

Estagiário contratado através da pareceria com a APAE DE SÃO PAULO, Joãozinho faz parte de um Programa Único entre todas as PRT’s que recebe estudantes com deficiências para estágio de ensino médio ou de escolas especiais. O Programa foi desenvolvido pela atual Coordenação de Estágio Acadêmico, sob responsabilidade das Procuradoras do Trabalho Denise Lapolla e Adélia Augusto Domingues.

Com muita rapidez, Joãozinho aprendeu suas atividades e muito mais. “Aprendi como se convive com o pessoal, como se relacionar com as pessoas. Antes de sair de casa meus pais falam ‘faz tudo direitinho, presta atenção’. Aqui é uma casa minha, né, eu gosto de vim trabalhar, gosto do que faço”, confessa com entusiasmo.

Para não esquecer os nomes de todos os colegas e o número da sala de cada um, João anotava as informações num bloquinho com a capa do Corinthinas, seu time do coração.

Querido por Procuradores , Servidores e Estagiários, Joãozinho ganhou uma festiva despedida e o desejo de muito sucesso no seu novo desafio. Ele vai trabalhar como Auxiliar Administrativo na empresa Colgate e já está realizando os exames admissionais.

“ Agradeço a todos que me deram esta oportunidade… A Dra. Oksana que abriu esta oportunidade…Quando precisarem de alguma coisa eu estou às ordens”.

João ainda deixa um recado. “ Eu aprendi a ser responsável, não faltar no trabalho. Eu nunca faltei”.

Lições que , certamente, Joãozinho vai levar não só para seu novo trabalho, mas para toda sua vida.

*Texto enviado à APAE DE SÃO PAULO pela MP-Procuradoria Regional do Trabalho 2, sobre o trabalho de João Luis Leite Júnior, atendido do Serviço de Capacitação e Orientação para o Trabalho da Organização

Chegou a Hora da Inclusão

quinta-feira, 19 de março de 2009

 Ontem  no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão,  foi possível conhecermos a história de Clara, uma garotinha com síndrome de Down, de apenas 1 ano matriculada em uma escola regular.  A matéria relata o caminho trilhado pela família de Clara para assegurar o seu direito à educação. Os pais dessa criança vivenciaram uma situação que  ocorre freqüentemente com muitas outras famílias – a matrícula foi recusada sob a alegação de que a escola não estava “preparada”.

No Brasil, a Educação Inclusiva é política educacional oficial, assegurada por meio da legislação em vigor desde 2001. A atual Política Nacional de Educação Especial, de 2008, propõe uma mesma escola para todos os alunos, de modo que todos possam aprender juntos, sem nenhum tipo de discriminação.

Mesmo assim, algumas escolas ainda recusam matrícula para alunos com deficiência alegando não estarem preparadas. Não seria este o momento das escolas buscarem a preparação necessária? Até quando prevalecerá o discurso da falta de preparação? É preciso estar atento às mudanças e se preparar para elas. Um bom professor tem competência para fazer da diversidade uma vantagem pedagógica e da diferença uma possibilidade de enriquecimento humano. Cabe as instituições de ensino darem subsídios  aos  profissionais.

Para a APAE DE SÃO PAULO a inclusão escolar é uma premissa do trabalho e por isso oferece atendimento contínuo a escolas, alunos e suas famílias. Seu objetivo é possibilitar melhores condições de aprendizagem às crianças com deficiência intelectual matriculadas na rede regular, defendendo o direito a uma educação escolar de qualidade.

Veja o link da matéria: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1048935-10406,00-O+BRASIL+PRECISA+SABER+QUE+SER+DIFERENTE+E+NORMAL.html

Nomear sem Excluir

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mudanças na nomenclatura das pessoas com  deficiência intelectual passam da integração para a inclusão

Pessoal, abaixo um texto publicado no Boletim APAE DE SÃO PAULO nº7 sobre a mudança na nomenclatura da Deficiência Intelectual.

Quase 60 anos depois que a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, onde todos os homens passaram a ser considerados iguais, as dúvidas sobre como se referir as pessoas com deficiência continuam.  

Segundo conceito da Associação Americana de Deficiência Mental, a pessoa com deficiência intelectual apresenta um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), com início antes dos 18 anos.

Ao longo das décadas os conceitos e valores atribuídos às pessoas com  deficiência intelectual foram mudando, na tentativa de melhor defini-las. Diante disso, termos como mongolóide, mongol e Down (século 19), excepcional (décadas de 50,60 e 70), incapacitado (década de 80) especial, deficiente mental e finalmente em 1995 o simpósio INTELLECTUAL DISABILITY: PROGRAMS, POLICIES, AND PLANNING FOR THE FUTURE da Organização das Nações Unidas - ONU, altera o termo deficiência mental por deficiência intelectual, no sentido de diferenciar mais claramente a deficiência mental da doença mental (quadros psiquiátricos não necessariamente associados a déficit intelectual).

Cada um desses termos foi empregado de acordo com os conceitos e os valores vigentes na sociedade de cada época.  Todas essas mudanças de direitos e nomenclaturas são reflexos do enorme esforço que instituições dedicadas aos portadores de deficiência, como a APAE DE SÃO PAULO, fazem para mostrar à sociedade a necessidade de se estabelecer uma transição da integração para a inclusão, que é fundamental para evitar que se criem preconceitos, estigmas, estereótipos e práticas discriminatórias.

E você? Acredita que a forma como chamamos as pessoas com deficiência intelectual ajuda na inclusão com a sociedade? Deficiência Intelectual é o termo mais adequado?

Deixe sua opinião!