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​​​Nas décadas de 50 e 60 a sociedade brasileira e as próprias famílias que possuíam pessoas com Deficiência Intelectual incumbiam-se de oculta-las por vergonha, medo e, muitas vezes, ignorância.

Era preciso romper com este ciclo de desconhecimento e de falta de perspectivas. Sendo assim, na cidade de São Paulo, o paulistano Olímpio Moreira Estrázulas e sua esposa, Alda, uniram-se a outros casais que também tinham filhos com Síndrome de Down a fim de atuar sobre este cenário.

Eram pessoas que partilhavam as mesmas dúvidas e angústias e sabiam que era preciso fazer imediatamente alguma coisa. Mas fazer exatamente o quê? Como educar e dar ensino a uma criança com Deficiência Intelectual? Onde buscar conhecimento sobre o tema? Como tratá-la clínica e cientificamente? E, o mais importante, como fazer com que ela fosse aceita e se inserisse o mais plenamente possível na sociedade?

A resposta para todas estas perguntas foi a fundação da APAE DE SÃO PAULO, em 1961, com a missão de promover a prevenção e a inclusão da pessoa com Deficiência Intelectual produzindo e difundindo conhecimento, desde o diagnóstico no nascimento, por meio do Teste do Pezinho, até o envelhecimento, propiciando o desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade, a empregabilidade, a inclusão social e a defesa dos seus direitos.

Desde sua fundação, a APAE DE SÃO PAULO é uma Organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que vem acompanhando os processos sociais vivenciados pela população com Deficiência Intelectual, buscando atender às suas demandas diretas tanto quanto influenciar programas públicos de assistência e reformas políticas no campo dos direitos humanos, apoiando-se em diretrizes atuais como as propostas, por exemplo, na Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU - 2006) e no Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH II (2002), Plano Viver Sem Limites (2011) e Relatório Mundial sobre a Deficiência (2012). ​

A APAE DE SÃO PAULO foi fundada em 1961 e iniciou suas atividades em um pequeno sobrado no bairro da Bela Vista, no centro da cidade.

Hoje, a sede, com mais de 7.200 m2, no bairro da Vila Clementino, conta com laboratório de ponta; dois ambulatórios – um para atendimento aos pacientes, oriundos do Teste do Pezinho, e outro para diagnósticos da Deficiência Intelectual –; salas para diversas atividades, como orientação de autogestão, fisioterapia, terapia ocupacional, convivência familiar, entre outras; cozinha industrial para a fabricação de alimentos especiais e ponto para a venda desses produtos; anfiteatro, com capacidade para 216 pessoas; departamento jurídico para atender ao público que frequenta a Organização; piscina aquecida e quadras poliesportivas; e recepção para atendimento presencial, amparada por uma lanchonete e uma brinquedoteca, com monitores para entreter as crianças que aguardam seus pais ou estão no intervalo de seus atendimentos.​

Além dessa macroestrutura da Unidade Central, que oferece todos os serviços prestados pela Organização à pessoa com Deficiência Intelectual e a seus familiares, a APAE DE SÃO PAULO também marca presença em mais nove regiões da cidade, com unidades próprias ou por meio de Núcleos descentraliza​dos, resultado das parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde e de Educação, que permitiu levar o atendimento de Estimulação e Habilitação, Educacional e Socioeducativo oferecidos pela Organização, a recém-nascidos, crianças e adolescentes moradores em regiões periféricas da cidade.​​

A estratégia de descentralização garantiu mais equidade na distribuição dos atendimentos e facilitou o acesso aos serviços de pacientes e seus familiares.


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